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Tiques nervosos – Mania ou doença?

Ha quem diga que de perto ninguém é normal. Mas em alguns casos, um comportamento diferente fica exposto pra todo mundo ver. São os famosos tiques, movimentos sem propósito, involuntários, repentinos, que parasitam os movimentos espontâneos e geram desconforto para quem tem e para quem está diante de quem tem.

Acometem cerca de 20 % das crianças em alguma fase da infância, são mais comuns e intensos em meninos, por vezes persistem até a idade adulta, causando constrangimentos e baixa autoestima.

Os tiques nervosos, na maioria das vezes, são benignos e transitórios, durando alguns meses e desaparecendo espontaneamente. Mas existem formas mais graves e incapacitantes, nestes casos é necessária uma conduta mais agressiva.

Os tiques nervosos podem ser motores (quando ocorrem contrações como caretas, piscamentos, encolhimento do ombro, etc…) ou vocais (quando ocorre emissão de sons como tosse, grunidos, estalos ou mesmo palavras inteiras). Podem ser simples ou mais complexos.

Segundo Dr. Leandro os tiques não estão sob o controle do paciente: “Mesmo que o paciente consiga reprimi-los por algum tempo, não têm domínio sobre eles. O que ocorre é que surge uma vontade irresistível de realizar o ato motor (tique), um desejo obsessivo que só é aliviado com a realização do ato.  Ninguém tem tique por birra ou para chamar atenção. É um distúrbio complexo e às vezes o paciente precisa de ajuda para se livra dele”

Por vezes os tiques surgem associados à franca ansiedade, depressão, déficit de atenção e hiperatividade. Nestes casos é fundamental o seguimento médico e tratamento das doenças associadas.

A causa exata do surgimento dos tiques nervosos é ainda desconhecida, mas certamente não devem-se apenas a fatores psicológicos, mas sim de um associação de fatores genéticos e desencadeantes psíquicos.

O tratamento mais incisivo é reservado para os casos mais graves e envolve tanto medidas comportamentais  como medicamentos. Os índices de controle chegam a cerca de 80 %. O uso de medicamentos pode ser eventualmente descontinuado caso o paciente fica um tempo livres dos tiques.

São sinais de gravidade que exigem maiores cuidados: duração superior a 1 ano, tiques motores e vocais presentes no mesmo paciente (chamado de síndrome de Tourette – 1% da população) e comprometimento do rendimento social, escolar ou profissional.

 

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